{"id":312,"date":"2021-10-15T10:00:18","date_gmt":"2021-10-15T10:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/?p=312"},"modified":"2021-10-15T10:00:18","modified_gmt":"2021-10-15T10:00:18","slug":"onde-esta-o-norte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/2021\/10\/15\/onde-esta-o-norte\/","title":{"rendered":"Onde est\u00e1 o Norte?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-313\" width=\"837\" height=\"837\" srcset=\"https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-320x320.jpg 320w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-640x640.jpg 640w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-360x360.jpg 360w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-720x720.jpg 720w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-800x800.jpg 800w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-830x830.jpg 830w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1-230x230.jpg 230w, https:\/\/alexandraarnobio.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pregadeira-1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 837px) 100vw, 837px\" \/><figcaption>Onde est\u00e1 o Norte?<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Andamos distantes do nosso blogue e das nossas receitas de upcycling. N\u00e3o porque n\u00e3o nos apete\u00e7a partilhar com todos as ideias que nos v\u00e3o surgindo. Mas, porque felizmente o upcycling tem viajado do Norte a Sul do pa\u00eds, n\u00e3o nos deixando tempo livre para o que mais gostamos de fazer. Pensar, escrever, criar&#8230; Mas pensando bem tamb\u00e9m \u00e9 urgente e necess\u00e1rio chegar a muitas pessoas, e quantas mais palestras e oficinas se realizarem melhor. Assim a todos os que iam seguindo o blogue o nosso pedido de desculpas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto entre oficinas, palestras e cursos decidimos voltar. Faz-nos falta escrever o que sentimos e partilhar com todos. Por isso a b\u00fassola indicou-nos de novo o caminho. E aqui estamos n\u00f3s. Para mais reflex\u00f5es, ideias e tentar partilhar uma estranha forma de vida. Que primeiro estranha-se e depois entranha-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste primeiro artigo de regresso gostava de partilhar alguns sentimentos que tenho sentido ultimamente. Digamos que \u00e9 um regresso onde vou expor o que vai dentro da alma. J\u00e1 n\u00e3o sei viver sem o upcycling, foi a forma que encontrei de estar na vida. Mas ultimamente sinto que falta alguma coisa, que preciso de fazer mais pelo bem de todos. Este sentimento veio ao de cima na \u00faltima palestra que dei. Onde o desafio era procurar antigas profiss\u00f5es que se perderam. Foi este o desafio que me fez pensar. Todos temos de trabalhar para sobreviver. Todos precisamos de dinheiro para ter alguma coisa. E o tempo em que estamos a trabalhar, faz-nos perder e ganhar. Ganhar o p\u00e3o de cada dia, mas faz-nos perder o crescimento dos nossos filhos, a velhice dos nossos av\u00f3s e pais&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O dinheiro fez-nos prisioneiros. O tempo em que estamos a trabalhar n\u00e3o pode voltar atr\u00e1s. J\u00e1 pensaram que quanto mais temos, mais queremos. Que sentido faz tudo isto? Uma crian\u00e7a quer o pai ou a m\u00e3e por perto, por outro lado tamb\u00e9m quer comida na mesa e um tecto para se abrigar. Como podemos viver assim, sem existir um equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o que pagamos \u00e9 cada vez mais alto. Mas \u00e9 a sociedade que temos e que tem sido constru\u00edda ao longo da Hist\u00f3ria funciona assim. O poder econ\u00f3mico manda em todos n\u00f3s. <\/p>\n\n\n\n<p>Sinceramente n\u00e3o consigo encontrar uma solu\u00e7\u00e3o. A que me ocorre seria um problema para a forma como o mundo est\u00e1 estruturada. Mas j\u00e1 pensaram numa economia de partilha e de afectos. Onde a moeda seria partilhar. Poder\u00edamos voltar \u00e0s trocas directas. Sei que \u00e9 uma utopia, mas hoje neste regresso preciso de acreditar que algo de diferente vai acontecer, que a vida, o amor, a amizade e a partilha valem mais do que uma moeda, seja ela qual for.<\/p>\n\n\n\n<p>A receita desta semana \u00e9 procurarem dentro de cada um a gentileza no acto de partilhar de forma genu\u00edna e sem interesse nenhum. Pura e simplesmente dar sem pensar em receber nada em troca.  <\/p>\n\n\n\n<p>Boas Partilhas e at\u00e9 para a semana. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andamos distantes do nosso blogue e das nossas receitas de upcycling. N\u00e3o porque n\u00e3o nos apete\u00e7a partilhar com todos as ideias que nos v\u00e3o surgindo. Mas, porque felizmente o upcycling tem viajado do Norte a Sul do pa\u00eds, n\u00e3o nos deixando tempo livre para o que mais gostamos de fazer. 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